Equinor fecha sua participaçāo na Rio Oil & Gas 2020 reforçando seus valores e seu compromisso com inovação e descarbonizaçāo no Brasil

4 de Dezembro de 2020 13:34 CET

No último dia da Rio Oil and Gas, a Equinor finalizou sua participação com um panorama de suas iniciativas e sua visão em sustentabilidade, competitividade, inovação e direitos humanos. Descarbonização e transição energética da indústria foram os temas do painel que teve a presença do Vice-Presidente de Safety, Security e Sustainabiliy da Equinor no Brasil, Paulo Van der Ven. Ao lembrar que baixo carbono (low carbon) é um dos pilares estratégicos da companhia, ele afirmou que a Equinor já é hoje a empresa com a melhor performance em emissões relativas ao processo, com 9kg de carbono por hidrocarboneto produzido:  “Queremos chegar a 8kg em 2025”. Citou exemplos de ações que vão contribuir para isso, como  o uso de gás natural em substituição ao diesel na fase 2 de Peregrino, que vai reduzir entre 25% e 30% as emissões do campo ao longo de toda a sua vida útil, e o projeto Northern Lights, de captura e armazenamento de carbono retirado da atmosfera.

Já o vice-presidente global de Supply Chain Mauro Andrade, ao participar da palestra “Indústria de bens e serviços: desafios para aumentar sua competividade e protagonismo nas cadeias globais de valor” enfatizou que, para ser mais competitiva, a indústria de O&G e seus fornecedores têm que formar uma cadeia de valor forte e sustentável. Segundo ele, é necessária uma mudança de mindset, com modelos menos transacionais e mais de cooperação entre as partes – algo que na visão dele não é tão rápido, mas já está acontecendo. “Tem que haver uma criação de valor conjunto”, alertou, ressaltando que as empresas de O&G estão se transformando em empresas de energia. “Temos que engajar nossos fornecedores mais cedo nos projetos. Quanto antes fizermos, mais fácil será”, afirmou.

Equinor Lectures – Nessa direção de se aproximar ainda mais dos fornecedores, a Equinor reuniu um time de gestores para um painel dedicado ao tema inovação no estande virtual da empresa no evento. Para o diretor da cadeia de Suprimentos Rafael Tristão, o foco da inovação é aproximar o mercado fornecedor da Equinor: “Inovar é criar oportunidades e negócios, de forma a criar soluções de geração de valor. A pergunta é como vamos criar juntos?”. Segundo ele, alguns exemplos recentes mostram que a mão de obra brasileira tem condições de atender com total qualidade: 74% dos serviços de perfuração contratados para o Campo de Bacalhau são realizados no país, assim como aqui serão fabricadas 23 árvores de Natal. Rafael destacou que a estratégia da companhia é otimizar o portfólio de O&G, acelerar investimentos em renováveis e participar de novas cadeias de valor.

Quem também falou sobre inovação foi o vice-presidente de Operações e Manutenção, Raul Portella, que a definiu como “exploração de novas ideias com sucesso”. E como inovação e tecnologia andam juntas, ele lembrou que são muitos avanços que a indústria de O&G vem analisando nessa direção: uso de inteligência artificial, robôs e drones cada vez mais utilizados em manutenção e logística, estudo sobre bancos de hidrogênio e embarcações alimentadas por baterias. Ao final, convidou todos a ficarem atentos às redes sociais da Equinor para em breve acompanhar o lançamento do programa de inovação.

Na opinião da vice-presidente sênior de Tecnologia do Petróleo & Exploração Ana Serrano, a inovação está nas novas tecnologias, mas também nas soluções inovadoras: “Inovar também é romper padrões e ganhar celeridade”, afirmou. Ela lembrou que o Brasil tem um centro de pesquisa que considera único, voltado a desenvolver estudos que tragam melhorias contínuas nos projetos: “Nossa mentalidade é a da última gota. Queremos o maior aumento possível do fator de recuperação dos reservatórios, que hoje é de 17% na Noruega e queremos atingir isso no Brasil”.

Outro tema apresentado nos painéis do estande virtual da Equinor foi gestão de pessoas, e foi apresentado pela gerente de RH Debora Barros, abordando a questão do que se esperar ao se trabalhar em uma empresa de energia. Reforçou que segurança é prioridade número 1, um ativo de alto valor tanto para os investidores como para a comunidade onde a Equinor investe.  E lembrou da importância dos valores da empresa. “Somos avaliados não apenas pelo que entregamos, mas como entregamos”, resumiu. Segundo ela, há várias oportunidades para que os profissionais cresçam na empresa, seja por meio de treinamentos (Universidade Equinor), seja por recrutamento interno. 

Para falar sobre Direitos Humanos, um painel exclusivamente dedicado ao tema foi apresentado pela trainee em Sustentabilidade Carolina Gouvêa. Ela ressaltou que os direitos humanos estão totalmente incorporados ao tripé estratégico da companhia: Sempre Seguro (Always safe), Alto Valor (High value) e Baixo Carbono (Low carbon). Para dar clareza a seus princípios, baseados em fontes normativas internacionais, a Equinor disponibiliza em seu site sua Política de Direitos Humanos, traduzida em diferentes idiomas, assim como um manual voltado diretamente aos fornecedores, que têm papel fundamental nessa estrutura.