Primeiro dia da Equinor na Rio Oil & Gas 2020 tem palestra do novo CEO global e debates sobre mercados de energias renováveis e gás, tecnologia e segurança.

2 de Dezembro de 2020 15:19 CET | Last modified 2 de Dezembro de 2020 15:21 CET

O novo CEO da Equinor, Anders Opedal, foi o destaque da participação da companhia na Rio Oil and Gas 2020 nesta terça-feira (01.12). Pela manhã, ele foi o entrevistado na sessão de estreia do CEO Talks, que ouve grandes executivos abordando o tema “Energia para um Mundo em Transformação”. Anders já foi CEO da Equinor no Brasil e assumiu a função de CEO global no último dia 2 de novembro.

A transição energética pela qual vem passando o setor de óleo e gás foi um dos tópicos principais da conversa. Anders lembrou que ao assumir o cargo anunciou a meta da companhia em zerar as emissões líquidas de carbono até 2050. Ressaltou ainda que essa estratégia de redução de emissões está alinhada com as metas definidas pelo Acordo de Paris. Na opinião dele, toda a indústria pode contribuir e fazer a diferença nesse sentido, e um dos grandes desafios é continuar a produzir óleo e gás, mas com a menor emissão de carbono possível. Segundo Anders, a companhia precisa e vem caminhando para investir cada vez mais em fontes de energia renováveis (como solar, eólica offshore, hidrogênio) e tecnologias de captura de CO2 e reinjeção de gás.

O CEO da Equinor destacou a importância do Brasil dentro da estratégia global da companhia, com uma presença sólida e um portifólio diversificado e estruturado. Lembrou do início da trajetória da empresa no país, quando a Equinor assumiu Peregrino, caracterizado por seu óleo pesado, e que hoje já supera a marca de  200 milhões de barris produzidos e terá continuidade com a plataforma C. E traçou um paralelo até os atuais projetos de BM-C-33 e Bacalhau, com grande potencial de produção de gás, além da vocação natural do país em renováveis, com ativos – como Apodi, a primeira usina solar da empresa globalmente – e projetos, como de eólica offshore, com MOU assinado, em 2018, com a Petrobras, para estudos relacionados ao tema.

Outro ponto destacado por Anders foi a importância da tecnologia nos projetos da Equinor. Ele citou que recentemente criou uma nova diretoria exclusivamente dedicada ao tema - TDI (Tecnology, Digitalization and Innovation) - e lembrou que a sinergia com universidades é fundamental para essa contínua digitalização, como é o caso dos projetos em desenvolvimento no Brasil para redução na pegada de carbono e para novas tecnologias em áreas de pré-sal.

Ele também enalteceu a capacidade que todos na companhia tiveram de se adaptar ao novo regime de trabalho causado pela pandemia sem reduzir o ritmo e a qualidade na produção e mantendo os padrões de segurança necessários para o momento. “Segurança é nossa prioridade número 1”, reforçou.

TRANSPORTE DE GÁS

À tarde, foi a vez da conselheira de novas cadeias de negócios da Equinor Brasil, Claudia Brun, analisar outro tema estratégico para a companhia: gás natural. Ela participou do painel “Transporte dutoviário de gás natural”, trazendo os principais gargalos e oportunidades do mercado para a indústria. Segundo Claudia, ainda há muito a ser feito para tornar viável um sistema de produção e escoamento do produto. “As oportunidades dependem de uma previsibilidade clara sobre como e quando essa capacidade firme integrada vai ser disponibilizada”, disse.

Claudia elogiou a realização das chamadas públicas individuais em andamento, mas disse que estas ainda restringem o universo de possíveis compradores e produtores, e que ambos têm pressa para que as primeiras transações sejam viabilizadas. E ressaltou que apenas a nova lei do gás não será suficiente para trazer competição ao mercado de gás no Brasil.

Equinor Lectures – Valores, Diversidade e Inclusão. A diretora de RH, Ida Killingberg, abriu a rodada de palestras do estande da Equinor analisando o tema “Como nossos valores estão impactando nossa equipe”. Ela destacou que características como transparência (open), coragem (corageous), colaboração (collaborative) e cuidado (caring) são os valores que capacitam a empresa a desenvolver suas estratégias, realizando entregas com qualidade.

Ida também lembrou que, mesmo durante a pandemia da Covid-19, o tripé Sempre seguro (Always safe), Alto valor (High value) e Baixo carbono (Low carbon) foi mantido. E ressaltou a importância da diversidade e da inclusão na gestão de pessoas e de negócios, características continuamente aprimoradas e ampliadas na empresa. “Diversidade sem inclusão não representa nada”, enfatizou.

Já o gerente de subsuperfície Lars Jetlund Hansen fez uma palestra para apresentar todos os detalhes técnicos e desafiadores do projeto de Bacalhau. Este, que será o primeiro ativo greenfield da companhia em pré-sal no país e terá o maior FPSO em águas brasileiras em 2024, tem além da Equinor, a participação das empresas ExxonMobil, Petrogal e PPSA.

Na opinião de Lars, essa é uma parceria que se completa e é muito bem sucedida, reunindo diferentes experiências e competências. E lembrou que, mesmo com a pandemia, o projeto seguiu adiante, se mostrando resiliente, competitivo e sempre buscando a criação de valor local, com geração de empregos no país.