Statoil e Petrobras ampliam parceria estratégica no Brasil

30 de Agosto de 2016 05:00 CEST | Last modified 14 de Dezembro de 2018 14:56 CET

A Statoil e a Petrobras deram um passo à frente no fortalecimento de sua parceria no Brasil através da assinatura de um Memorando de Entendimento (Memorandum of Understanding - MoU).

A intenção do MoU é avaliar a participação conjunta em futuras licitações das áreas de exploração e expandir a colaboração em upstream nos campos produtores nas bacias de Santos e Campos.

O acordo também estabelece um potencial modelo de cooperação na geração de oportunidades na cadeia de valor do gás.

O MoU foi assinado pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, e pelo CEO da Statoil, Eldar Sætre, durante a conferência ONS 2016, em Stavanger, na Noruega, e segue o acordo firmado em julho de 2016, em que a Statoil irá adquirir 66% da participação da Petrobras no bloco offshore BM-S-8, localizado na bacia de Santos, aquisição sujeita à aprovação do governo.

"Este MoU reflete o nosso compromisso de longo prazo com o Brasil e é resultado da nossa forte e longa relação com a Petrobras. A colaboração com parceiros como a Petrobras, uma empresa conhecida por sua expertise técnica e conhecimento profundo sobre uma das nossas principais áreas estratégicas, representa uma excelente oportunidade para nós. Esperamos que isso resulte em um significativo potencial de criação de valor para ambas as partes", diz o CEO da Statoil, Eldar Sætre.

Através deste acordo, a Petrobras e a Statoil vão continuar sua aliança estratégica na área de exploração de petróleo, com a intenção de definir oportunidades no polígono do pré-sal das Bacias de Santos e Campos. As duas empresas também buscam captar valor  através da aplicação de tecnologia e simplificação das atividades operacionais. Atualmente, a Petrobras e a Statoil são parceiras em 13 blocos para exploração ou produção; 10 no Brasil e três no exterior.

“Estamos avançando numa parceria estratégica que será vantajosa para as duas empresas. A Statoil tem índices bastante elevados de recuperação de óleo em seus campos em produção, por exemplo, e nós teremos acesso a essa tecnologia por meio de um parceiro, com ganhos evidentes para os dois lados”, diz o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

O acordo tem um horizonte de dois anos, e as atividades conjuntas a serem realizadas dependerão de negociações após a assinatura do documento.