Petrobras e Equinor assinam Memorando de Entendimento (MoU) para avaliação conjunta de projetos eólicos offshore

26 de Setembro de 2018 22:17 CEST | Last modified 5 de Outubro de 2018 14:49 CEST

Empresas vão trabalhar juntas utilizando suas experiências e conhecimentos para identificar viabilidade de potenciais projetos nos próximos dois anos

A Petrobras e a norueguesa Equinor assinaram nesta quarta-feira (26) um Memorando de Entendimento (Memorandum of Understanding - MoU) para ampliar sua parceria estratégica. O objetivo é promover o desenvolvimento de iniciativas focadas em energias renováveis em linha com o modelo de negócio das duas empresas. O acordo prevê que as companhias irão realizar estudos que visam o desenvolvimento de um potencial projeto eólico offshore no Brasil.

“Estamos felizes em assinar mais um MoU com a Petrobras, reforçando ainda mais nossa parceria estratégica. O Brasil tem grande potencial em energias renováveis. Queremos entender como nossa expertise pode contribuir para a geração de energia eólica offshore no país, conforme já fazemos na Europa”, disse Anders Opedal, presidente da Equinor no Brasil.

O Brasil, por conta de suas boas condições de vento, é um país com potencial significativo para geração de energia eólica offshore. 

A Equinor é uma das principais empresas globais na geração de energia eólica offshore, operando o primeiro parque eólico comercial do mundo usando turbinas flutuantes: o Hywind Scotland, localizado na costa do Reino Unido. Na mesma região, a Equinor opera outros dois parques eólicos offshore de grande escala, ambos com turbinas fixas no solo (Sheringham Shoal e Dudgeon). As três instalações fornecem energia renovável para mais de 650 mil lares britânicos. Outros projetos em geração de energia eólica offshore de larga escala também estão em desenvolvimento em outras regiões do Reino Unido, Alemanha, Polônia e Estados Unidos.

“Usamos nossa vasta experiência offshore e combinamos a tecnologia de óleo e gás com tecnologias existentes no campo eólico, de forma que isso tornasse a geração de energia eólica offshore possível. Engenheiros habituados a trabalhar com óleo e gás estão agora usando seus conhecimentos para desenvolver parques eólicos offshore”, acrescenta Opedal. A Equinor espera que uma parte significativa da energia elétrica global será fornecida por parques eólicos onshore e offshore até 2050.

Os planos da Equinor são de desenvolver um modelo de negócios rentável para a geração de energias renováveis, começando pela eólica offshore e, em seguida, cada vez mais para outras matrizes, como, por exemplo, a solar. A empresa acredita que energia não deve ser apenas segura e sustentável, mas também competitiva, e planeja aplicar de 15% a 20% de seus investimentos em projetos de energia renovável em 2030.

No Brasil, a Equinor possui 43,75% de participação em Apodi, projeto solar em construção em Quixeré, Ceará, em operação pela Scatec Solar. Esse é o primeiro investimento feito pela Equinor em energia solar em todo o mundo. Com 162MW, Apodi fornecerá eletricidade a 160 mil residências até o fim deste ano.

A Equinor e a Petrobras também têm uma parceria estratégica no campo de Roncador com o objetivo de aumentar o fator de recuperação de petróleo. As companhias compartilham tecnologia, competências e experiência para maximizar o valor do campo e estender sua vida produtiva.  

Sobre a Equinor

Empresa de energia com sede na Noruega, com operações em mais de 30 países. Desde 1972, atua na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás na plataforma continental norueguesa, onde é o operador líder. 

Presente no Brasil desde 2001, a Equinor tem uma forte presença no país, que é uma área prioritária para o crescimento de longo prazo. A companhia tem um portfólio diversificado com 22 licenças e atividades em todos os estágios de desenvolvimento, desde a exploração até a produção. A Equinor é atualmente a segunda maior operadora do País. Sua produção atual é em torno de 90 mil barris/dia em Roncador e Peregrino, sendo que neste último é a operadora. 

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