Equinor completa aquisição de 25% de participação no campo de Roncador

15 de Junho de 2018 09:00 CEST
O FPSO P-54 no campo de Roncador. (Foto: Geraldo Falcão)

A Equinor e a Petrobras completaram a transação anunciada em dezembro de 2017, pela qual a Equinor adquiriu 25% de participação no campo de petróleo de Roncador, na bacia de Campos. A conclusão acontece após todas as condições terem sido preenchidas, incluindo a aprovação de órgãos reguladores.

Refletindo os volumes referentes à parcela da Equinor produzidos desde a data de 1 de janeiro de 2018, quando a transação foi efetivada, e os valores depositados na assinatura da transação, a Equinor pagou à Petrobras um valor ajustado de USD 2 bilhões. Os demais pagamentos contingentes que ainda permanecem, de aproximadamente USD 550 milhões, estão relacionados a investimentos em projetos para aumentar a recuperação do campo.

Com base na produção atual, a participação em Roncador, o terceiro maior campo em produção no Brasil, aumenta a produção da Equinor no país em 150%, passando de 40.000 barris de óleo equivalente (boe) por dia para cerca de 100.000 boe/dia. A Petrobras permanece como operadora do campo com 75% de participação.

A aquisição é parte da aliança estratégica da Equinor com a Petrobras para expandir colaboração ténica. A Equinor irá aplicar sua experiência, competência e tecnologia em IOR (recuperação avançada de reservatório) adquirida na Plataforma Continental Norueguesa, enquanto a Petrobras irá usar sua experiência como a maior operadora de águas profundas do mundo e do pré-sal para aumentar a criação de valor e a longevidade do campo de Roncador. A Equinor está também, por meio de sua parceria com a Petrobras, desenvolvendo sua presença no mercado de gás natural no Brasil.

A ambição é aumentar o fator de recuperação de Roncador em cinco pontos percentuais, aumentando os volumes recuperáveis totais de 1 bilhão de boe para mais de 1,5 bilhão de boe.

“Nós estamos ansiosos para trabalhar com a Petrobras para maximizar o potencial de Roncador. A colaboração entre as duas companhias irá permitir a extensão da vida produtiva do campo, o que resultará em efeitos positivos para as comunidades locais e a indústria fornecedora. Isto irá também resultar em mais valor e recursos para o benefício do Brasil e das companhias envolvidas”, afirma Anders Opedal, presidente da Equinor no Brasil.